A crise não é a culpada de tudo!
Boa Noite pessoal!
A semana no cenário econômico mundial começou bombando, como vocês devem ter visto, com a General Motors pedindo concordata.
Antes é bom ter claro o que significa pedir concordata. Vi alguns jornais de grande circulação (não citarei nomes) dizendo que a GM havia falido. Há uma grande diferença entre pedir concordata e decretar falência.

Genericamente, a concordata é um recurso jurídico que permite a continuação do comércio da empresa que está incapacitada de saldar seus débitos nos prazos contratuais. É uma medida que a empresa toma para tentar sair de uma situação bastante crítica. As implicações da concordata varia de acordo com a legislação de cada país.
A empresa só será considerada falida se for constatada a sua incapacidade de pagar seus débitos nos prazos previstos. A falência é uma determinação judicial, não é a empresa que declara.
Voltemos para o assunto da General Motors. Do jeito que a mídia tem anunciado, pare que foi a crise que derrubou a GM, e que antes da crise estava tudo ótimo. Mas não é bem por aí. A GM já estava no vermelho já há quatro anos. Um dívida de mais de US$ 170 bilhões não se acumularia assim em um ano (tempo desde o início da crise). Isso é maior que o PIB de muitos países!
O fato é que a GM não aprendeu com o próprio erro. Estou me referindo à Crise do Petróleo no anos 70. O que aconteceu basicamente foi o seguinte: o preço da gasolina subiu muito em muito pocuo tempo, daí montadoras asiáticas se instalaram nos EUA, sendo mais flexíveis e produzindo carros mais econômicos, e, com o tempo, vieram a dominar o mercado norte-americano. As montadoras de Detroit (Ford, Chrysler e GM) continuaram a produzir seus muscle cars e SUVs gigantes, com motores super potentes de beberrões. Não souberam acompanhar a economia. Suas mentes ainda estavam nos anos 50, os anos de ouro da sociedade americana, uma realidade completamente oposta da vivida hoje. Claro, não estou querendo dizer que o sucesso das companhias asiáticas foi só o oportunismo no mercado americano. A Toyota, por exemplo, sempre foi um exemplo de gestão e produção.

O que eu quero dizer é que pensar que a GM está neste estado por causa da crise econômica, que começou com as hipotecas de alto risco, é um pensamento muito simplista ou não querer admitir os longos anos de erros consecutivos. A crise foi apenas a gota d’água! Pensar que a crise é a culpada parece ser desculpa para o presidente da GM ir pedir ajuda ao governo americano. Aliás, agora a GM não deveria mais chamar-se GM, mas sim Government Motors ou Obama Motors, já que o governo americano é o maior acionista da GM atualmente! xD
É isso pessoal!
Até a próxima!
O dinheiro não pode parar!
Boa tarde!!!
Domingo de céu nublado e frio em Florianópolis! Do jeito que eu gosto!
Hoje vou falar sobre liquidez da economia. Nesses período de crise, muito ouvimos falar sobre liquidez, que a economia não pode perder a liquidez e tudo mais. Mas o que é essa liquidez?
Basicamente, liquidez da economia é ter dinheiro rodando. Pessoas gastando dinheiro, investindo, fazendo o dinheiro circular.
Não adianta ter uma população rica, se a economia não tem liquidez, se as pessoas guardam o dinheiro em baixo do colchão e lá o esquecem.
Vou dar um pequeno exemplo:
Um turista chegou em uma pequena cidade e pediu um quarto em um hotel. O quarto custava R$ 100,00. Ele colocou uma nota de R$ 100,00 em cima do balcão e foi para o seu quarto. Rapidamente o dono do hotel pegou a nota e foi pagar os R$ 100,00 que ele devia para o açougueiro. Na mesma hora o açougueiro pega o dinheiro e corre para pagar sua dívida de R$ 100,00 na mercearia. Imediatamente o dono da mercearia vai pagar os R$ 100,00 que ele devia ao dono do bar. No mesmo instante, o dono do bar corre para pagar os R$ 100,00 que ele devia para o dono do hotel.
O cliente do hotel não gostou do quarto, pega seus R$ 100,00 de volta e foi embora.
Agora ninguém deve mais dinheiro a ninguém.
É um exemplo muito simplista mas muito interessante, que ilustra bem o que é essa necessidade de liquidez da economia.
E qual o motivo para se falar tanto disso nos tempo atuais? Sim, a crise.
Em tempos de crise, o pensamento natural das pessoas é tirar seu dinheiro de investimenos (bolsa de valores, por exemplo), guardar todo seu dinheiro, não comprar nada, gastar o mínimo de dinheiro possível. Logo, a economia perde liquidez. Economia rígida desse jeito já é um pé dentro de uma recessão.
Para quem não tem muito claro o que é recessão, abaixo está a definição da Wikipédia, que eu achei muito boa:
“A recessão é um período em que ocorre um grande declínio na taxa de crescimento econômico de uma determinada região ou país. Resulta na diminuição da produção e do trabalho, dos salários e dos benefícios das empresas. Do ponto de vista dos empresários, recessão significa restringir as importações, produzir menos e aumentar a capacidade ociosa. Para o consumidor, significa restrição de crédito, juros altos e desestímulo para compras. Para o trabalhador, baixos salários e desemprego.”
Este é o grande motivo pelo qual o governo está fazendo de tudo para incentivar as pessoas a comprar: carros e eletrodomésticos sem IPI, as condições para se comprar carro nunca foram tão boas (vemos na TV diversas propagandas de financiamentos com juros muito baixos ou até sem juros).
Não adianta o país produzir, e importar se sua população não pode comprar! Se a população não pode comprar, a produção do país cai e as importações são restringidas. Cenário perfeito para uma recessão, que é tudo que um país não deseja!
Por hora é isso!
Até a próxima!
Panorama da TI Corporativa
Muito bom dia a todos! Fiquei um tempo sem postar devido a provas, trabalhos e tudo mais, não que eles tenham acabado. xD Mas arrumei um tempinho para escrever algo que já estava na minha cabeça há uns tempos.
Os últimos posts foram sobre assuntos básicos no que diz respeito à tecnologia de informação dentro e para corporações. Obviamente nada daquilo anda sozinho, está tudo interligado de alguma forma, um dando suporte ao outro. A figura abaixo ilustra bem como as coisas estão interligadas. Não falei sobre todas elas ainda aqui, mas falei sobre as principais (eu acho xD). Bom, vejam a figura (clique sobre a figura para ampliá-la):
(figura retirada dos slides de aula do professor José Leomar Todesco – UFSC)
Caso não esteja familiarizado com todas as siglas, segue a legenda:
BI - Business Management
CRM – Customer Relationship Management
CI – Competitive Intelligence
ERP - Enterprise Resource Planning
OLAP - On-line Analytical Processing
KM – Knowledge Management
BSC – Balanced Scorecard
PRM – Partner Relationship Management
B2C - Business-to-consumer (também chamado de Business-to-Customer)
B2B – Business to Business
Pretendo abordar alguns destes conceitos com um post inteiro, outras farei apenas menções ao longo dos próximos posts.
A imagem é bastante clara, eu acredito. Não que essa seja a única forma de organizar a TI dentro de uma corporação, mas sempre vai ser algo com esta cara. No caso desta imagem, representa a TI dentro de uma grande corporação, pois, como vocês podem ver, está tudo girando em torno de um data warehouse, e como veremos mais para frente, Data Warehouses são coisas “um pouco” caras. Só empresas de grande porte e com uma grande penetração de TI irão dispor de recursos (dinheiro, pessoas, estrutura, etc.) para a implantação de um sistema desses. Mas isso é assunto para outro post!
No caso de uma empresa menor, que não possua um data warehouse, será algum outro mecanismo qualquer de integração de informações. Um banco de dados, planilhas, qualquer outra forma de integração de informações, dependendo do porte e da preocupação com TI da empresa. O fato é, informação é a chave! E ela precisa estar integrada. Informações dos mais variados departamentos da empresa têm de estar integradas. Informação não tem nenhum valor se ela estiver trancada num arquivo.
Bom pessoal, por hora é isso!
Até a próxima!
Sérios Problemas com o UOL HOST
No final de março eu registrei um domínio junto ao UOL HOST. O pagamento foi confirmado no dia 01/04, mas desde então eu simplesmente não consigo utilizar o meu domínio, pois o painel de controle do UOL HOST não me deixa acessar as configurações de DNS.
Abro minha conta, vou em “Meus domínios”, seleciono o checkbox referente ao meu domínio, quando clico em “Mais ações”, nada aparece. Logo nos primeiros dias entrei em contato com o atendimento com cliente via chat. O atendente apenas me enrolou até a sessão cair por inatividade.
Alguns dias depois, entrei no chat de novo. O atendente me solicitou para eu alterar a senha para que ele pudesse ver o que estava acontecendo. Ele me disse que era problema do meu painel de controle e que iria abrir um chamado técnico. O chamado técnico foi aberto, tenha a confirmação em meu email. Alguns dias passaram e não recebi feedback algum do chamado técnico.
Resolvi entrar no chat novamente. Expliquei toda a situação e o atendente ficou me segurando por quase 2 horas no chat: “Apenas mais um momento”, “Aguarde enquanto eu verifico”. Depois de todo esse tempo ele me responde: “O domínio está registrado corretamente.”. Eu sei que o domínio já está registrado em meu nome, já verifiquei isso no registro.br e no whois. O cara nem entendeu o problema e me segurou por quase duas horas! O problema não é com o registro, mas sim com o UOL. Expliquei isso para ele, e ele disse que ia abrir um chamado técnico, daí eu disse que já foi aberto um chamado técnico e que simplesmente me ignoraram. Ele pediu o número do chamado técnico e mais alguns minutos para verificar, e me aparece um aviso falando que a conexão com o chat foi perdida, o que me faz acreditar que o atendente fechou a janela na minha cara.
Nesse mesmo dia (14/04) mandei um email para o atendimento ao cliente explicando tudo isso e falando que pretendo abrir uma ação contra o UOL no juizado especial cível. No início da noite me ligam do UOL, falando que o problema iria ser verificado imediatamente e que ainda naquela noite iam me ligar de novo para verificar se foi resolvido mesmo.
Não houve feedback algum, hoje é 19/04 e ainda continuo com o problema.
O único feedback que recebi depois de todas essas reclamações, foi inútil.
Não consigo alterar as configurações de DNS do meu domínio, logo não posso utilizá-lo. Além do dinheiro que gastei por um serviço que o UOL se nega a me prestar, ainda tenho gastos com um servidor de hospedagem que se encontra parado devido à incapacidade do UOL HOST de oferecer o serviço que foi proposto.
É lamentável que uma empresa como o UOL, pioneira na internet no Brasil, tenha deixado a situação chegar a este ponto. Uma empresa que sempre me transmitiu uma imagem muito positiva. Eu simplesmente paguei por algo que não me foi entregue. Sinto que fui ROUBADO pelo UOL.
Não quero mais nenhum vínculo com o UOL, quero apenas o meu dinheiro de volta e vou manter este domínio registrado com uma empresa que tenha um mínimo de seriedade. Semana que vem abrirei uma ação judicial no Juizado Especial Cível contra o Universo Online.
Balanced Scorecard
Depois de um tempo sem postar devido a problemas com o servidor e algumas provas da faculdade, estou de volta.
Vamos lá, mais um nome comprido em inglês. Prometo que essa fase de definições está terminando. =) Logo virão posts mais práticos do que teóricos.
Balanced Scorecard é pode ser traduzido para Indicadores Balanceados de Desempenho, geralmente referenciado pela sigla BSC.
BSC é uma metodologia desenvolvida por pelos professores Robert Kaplan e David Norton, ambos da Harvard Business School, no inínicio dos anos 90. Pode-se dizer que sua função principal é medir. Mas medir o que? Qualquer variável que precise ser monitorada por algum motivo. Quer um bom motivo para monitorar ou para descobrir quais variáveis precisam ser monitoradas em uma corporação? Aqui vai um: o que não é medido não é gerenciado!
As medidas representam o equilíbrio entre indicadores externos, voltados para acionistas e clientes, e as medidas internas dos processos críticos de negócios, inovação, aprendizado e crescimento. Há um equilíbrio entre as medidas de resultado passado e futuro.
O BSC foi apresentado inicialmente como um modelo de avaliação e performance empresarial, porém, a aplicação em empresas proporcionou seu desenvolvimento para uma metodologia de gestão estratégica. Adotar o BSC não significa quebrar o relacionamento com o modelo tradicional de medidas financeiras, mas sim um complemento para estas medidas que derivam da visão e da estratégia da empresa e que impulsionam o desempenho futuro.
Componentes do BSC
Mapa estratégico
Descreve a estratégia da empresa através de objetivos relacionados entre si e distribuídos nas quatro dimensões (perspectivas).
Objetivo estratégico
O que deve ser alcançado e o que é crítico para o sucesso da organização.
Indicador
Como será medido e acompanhado o sucesso do alcance do objetivo.
Meta
O nível de desempenho ou a taxa de melhoria necessários.
Plano de ação
Programas de ação-chave necessários para se alcançar os objetivos.
A partir de uma visão balanceada e integrada de uma organização, o BSC permite descrever a estratégia de forma muito clara, através de quatro perspectivas: financeira; clientes; processos internos; aprendizado e crescimento. Sendo que todos se interligam entre si, formando uma relação de causa e efeito.
A figura abaixo ilustra bem quais são essas perspectivas e como elas interagem entre si:
Certo. Mas o que representar essas perspectivas? Abaixo segue uma pequena descrição de cada uma delas.
Perspectiva financeira
O BSC deve contar a história da estratégia, começando pelos objetivos financeiros de longo prazo e relacionando-os às ações que precisam ser tomadas em relação às demais perspectivas, para que o desempenho econômico seja alcançado no longo prazo.
Perspectiva dos clientes
Esta perspectiva traduz a missão e a estratégia da corporação em objetivos específicos para segmentos focalizados que podem ser comunicados a toda a organização. Também permite a clara identificação e avaliação das propostas de valor dirigidas a esses segmentos.
Perspectiva dos processos internos
Esta perspectiva é composta pela análise dos processos internos da organização, incluindo a identificação dos recursos e das capacidades necessárias para elevar o nível interno de qualidade. O BSC considera os processos internos de toda a cadeia de valor da empresa e inclui o processo de inovação, de operações e de pós-venda (isso não te lembra um pouco CRM? Tudo está relacionado).
Perspectiva do aprendizado e crescimento
O objetivo desta perspectiva é oferecer a infra-estrutura que possibilita a consecução de objetivos ambiciosos nas outras perspectivas. Essa perspectiva apresenta objetivos voltados à capacidade dos funcionários, dos sistemas de informação e à motivação, empowerment e alinhamento. A habilidade de uma organização inovar, melhorar e aprender relaciona-se diretamente com seu valor. Aqui está algo que é chave: aprendizado! Uma corporação, assim como nós, necessita aprender com os erros e acertos e o BSC é a principal ferramenta para isso.
O BSC vai além de medidas de curto prazo, revelando claramente os vetores de valor para um desempenho financeiro e competitivo superior e a longo prazo. É fundamental que executivos reconheçam esses vetores do sucesso, cujos objetivos e medidas utilizadas no BSC não se limitam a um conjunto de desempenho financeiro e não-financeiro, mas derivam de um processo hierárquico top down guiado pela missão e estratégia traduzida em objetivos e
medidas tangíveis. Dessa forma contribui para que as empresas acompanhem o desempenho financeiro, monitorando, ao mesmo tempo, o progresso na construção de capacidades e na aquisição dos ativos intangíveis necessários para o crescimento futuro.É preciso ver mais do que apenas números nessas medidas, é preciso ver estratégia!
Por hora é isso!
Até mais!
Enterprise Resource Planning
Enterprise Resource Planning, conhecido pela sigla ERP.
Normalmente, quando o assunto é software corporativo, ERP é a primeira coisa que vem na cabeça das pessoas. Essa associação eu acredito que se deva a abrangência que esta sigla representa.
Sua função nada tem a ver com seu nome (pelo menos com suas funções atuais). ERP não tem nada de planejamento, mas tem tudo de integração. Isso não significa que as informações geradas por um relatório de um sistema ERP não possam ser usadas para um planejamento corporativo, quero dizer apenas que esta não é sua função.
ERP consiste em sistemas de informação que visam integrar dados e, acima de tudo, processos de uma corporação.
Essa integração pode ser bastante abrangente, os mais diversos departamentos de uma empresa: finanças, contabilidade, recursos humanos, fabricação, marketing, vendas, compras, etc.
Cada departamento possui seu próprio próprio sistema de computador, cada um aperfeiçoado para cada necessidade, para a forma de trabalho de cada departamento, possui uma cultura diferente para lidar com arquivos. Tecnicamente falando, um dos grandes desafios de tal integração pode se dar na heterogeneidade do formato de dados: documentos de textos, planilhas, imagens, bancos de dados, XML, enfim, os mais variados tipos de dados estruturados, semi-estruturados e não-estruturados.
O ERP combina todos eles juntos em um só programa de software integrado que trabalha com um banco de dados comum. Dessa forma, os vários departamentos podem mais facilmente dividir informações e se comunicar entre si. Essa é o grande benefício de um sistema de ERP!
Ao invés de departamentos trabalhando como se fossem empresas diferentes dentro da mesma corporação, estão todos juntos, comando esforços e compartilhando informações. Departamento de marketing acessando informações sobre departamentos de vendas, que por sua vez também acessa dados sobre estoque, estoque esse que também tem acesso ás informações de vendas e recebe a informação da venda de um produto no momento exato da conclusão da transação. Dessa forma, a alta direção de uma corporação pode obter relatórios precisos sobre o que está acontecendo, e ter uma melhor visão dos resultados, ao invés de um uma pilha de relatórios soltos que, teoricamente, deveriam ter alguma relação entre si.
O modo just in time de organizar as empresas jamais seria viável se não existisse tal integração de informações entre os mais variados departamentos de uma companhia.
Tecnologia é isso!
Continuarei com essa série introdutória ao mundo de TI Corporativa. Em breve mostarei como todos esses conceitos se relacionam.
Por hora é só, pessoal!
Até a próxima
Costumer Relationship Management
Mais conhecido pela sigla CRM, ou em português: Gestão de Relacionamento com o Cliente.
Antes de mais nada, CRM pode ser definido como um processo, assim como o BI, por exemplo.
CRM é o processo de uma corporação de rastrear e organizar seus contatos com seus consumidores, visando melhorar os serviços prestados e das foco à ações de marketing, fidelizar atuais clientes e angariar novos.
Sendo um pouco mais técnico, existem basicamente três focos de CRM:
Uma das atividades do CRM implica registar os contatos por si realizados, de forma centralizada. Os registos não dependem do canal de comunicação que o cliente utilizou (voz, fax, e-mail, chat, SMS) e servem para que se tenham informações úteis e catalogáveis sobre os clientes. Qualquer informação relevante para as tomadas de decisões podem ser registradas, analisadas periodicamente, de forma a produzir relatórios de gestão.
Embora sejam usados aplicativos de software para reunir e divulgar informações sobre clientes a todos os envolvidos, não vamos nos enganar — CRM é mais do que tecnologia. Trata-se de uma completa operação nas estruturas administrativas da empresa, envolvendo os executivos que devem sustentá-la, o pessoal que deve implementá-la e a tecnologia que fará com que funcione.
Conhecer o seu cliente, mas não apenas saber de seus hábitos, mas de suas mudanças de hábitos. Lembram de todo aquele papo de transformar informação em conhecimento? Esta é uma excelente aplicação!
Se as pessoas não são iguais entre si, porque tratar todas elas de uma maneira igual?
Porque abordar da mesma forma um cliente que faz compras 1 vez por ano na sua loja e outro que compra todos os dias?
Ou ainda, um senhor já com idade avançada provavelmente não tem os mesmos hábitos de compra de uma mulher jovem, por exemplo.
Sim, tudo isso parece um pouco solto. Vamos a um excelente exemplo para tudo ficar mais claro.
Eu pensei em diversos bons exemplos de aplicação, mas me lembrei de um texto que li há algum tempo atrás que eu achei sensacional. Bastante simples, mas explica exatamente qual é a idéia do CRM. Vejam:
“ CRM de mercearia
Toshiro queria aumentar as vendas da mercearia e deixar o freguês contente. Como o pessoal gostava de comprar fiado, encomendou umas cadernetas, carimbando nas capas a sigla: “CRM - Caderneta de Registro Mensal”. Era nelas que controlava as contas dos fregueses. Logo a CRM ficou popular no bairro. “Anota aí na CRM dois quilos de tomate para a patroa”, ordenava a Benedita. “Minha mãe mandou perguntar quanto vai pagar de CRM este mês”, chegava o recado na boca da Silvinha.
Mas a caderneta não servia apenas para cobrar os fregueses. Era a sua bola de cristal. Naquelas linhas o japonês enxergava muito mais do que o total a receber no final do mês. Ele identificava ciclos de comportamento do freguês, suas preferências, a associação dos produtos adquiridos e muitas outras coisas. Até a data de aniversário e idade das crianças ele sabia, pelo número da velinha comprada na véspera.
Só de olhar na caderneta Toshiro sabia quando oferecer novidades para o freguês. A data escolhida para pagar era a mesma em que a freguesa estava com a carteira mais cheia. E aberta a sugestões. Identificar preferências e associações de produtos também ajudava a vender. A freguesa levava sempre banana e aveia? Toshiro criava pacotes promocionais com um terceiro produto em promoção. Um vidro de mel ou uma lata de farinha láctea, para criar novos hábitos na família. E diminuir o estoque.
A freguesa comprava sempre tomate? Dá-lhe campanha promovendo o macarrão e o queijo ralado. Fazia tempo que não levava azeite? Era só lembrá-la de que o azeite sempre acaba na hora da salada. A última compra foi há muito tempo? O Toshiro ligava avisando que a laranja estava em promoção. E o freguês ia lá buscar, só porque o Toshiro se preocupou em ligar.
Até o Pepe, do açougue ao lado, criou sua própria caderneta CRM para acompanhar as preferências da freguesia. Logo Toshiro e Pepe trocavam informações de suas CRMs, para ganho mútuo. E o Manoel da padaria acabou aderindo ao sistema. Seguido pelo Alcebíades do boteco. Cada um passou a ser um agente de uma pequena rede de troca de informações.
O Toshiro vendeu carvão e sal grosso para o doutor Januário? O Pepe era logo avisado e ia preparando a carne que o doutor gostava. O Manoel aumentava a receita do pão. E o Alcebíades colocava mais cerveja para gelar. Cada comerciante sabia prever a próxima compra, para fazer a próxima oferta e exceder a expectativa do freguês. Todos prosperavam. Os fregueses estavam contentes.
Isso até o filho do Toshiro voltar da capital. Da faculdade, com diploma e tudo, e virar consultor do pai, enquanto não encontrava emprego. Achou a caderneta antiquada. Vendas, só à vista. Se o freguês quisesse parcelar, que fosse pelo cartão. O açougue? A padaria? O boteco? Eram concorrentes. Será que seu pai não percebeu que eles também vendiam caixas de fósforos? Nada de dividir com a concorrência. Cada um que cuidasse de seu próprio negócio. Ou a mercearia iria perder a freguesia.
E foi o que aconteceu. O que o filho logo interpretou como falta de investimento em propaganda. A solução foi vender a Kombi de entregas e comprar espaço no jornal e no rádio. Sobrou algum para um outdoor e uma tarde de palhaço com microfone na porta da mercearia. Sem Kombi para entregar, o jeito era cada freguês carregar sua própria compra. Ou comprar menos, para o braço não esticar na caminhada.
Toshiro sentia saudades do modo antigo. Da amizade com os clientes, do conhecimento de seus hábitos. Do lucro. Um dia uma propaganda no jornal chamou sua atenção. “CRM - Conheça os Hábitos de Seus Clientes”. Parecia a sigla das cadernetas, só que era em inglês. “Customer Relationship Management”. Será que poderia ajudar a mercearia? O filho descartou logo a idéia. Aquilo era coisa para empresa grande. Não servia para mercearia. Era complicado demais para Toshiro entender.”
Escrito por Mario Persona, disponivel em: www.mariopersona.com.br/mercearia.html
Este exemplo é tão simples quanto fantástico. Mostra que CRM não é apenas tecnologia, não é apenas algum software ou algum sistema cuja licença custe milhares de dólares. Claro, estes sistemas estão aí para auxiliar empresas com grandes volumes de dados e tudo mais, mas não eram necessários no caso da mercearia do seu Toshiro. Ele fazia simplesmente usando sua caderneta e um pouco de seu cérebro!
Outro ponto interessante tocado por esse exemplo é de detectar associação de produtos em uma mesma compra. No caso do seu Toshiro, onde o volume de informações era pequeno, ele podia fazer na mão mesmo, apenas observando suas anotações. Mas para grandes volumes de informações existem alguns algoritmos de Mineração de Dados que fazem este trabalho. Mas isso já é um assunto que estou guardando para um post posterior.
Por hora é isso pessoal.
Até a próxima!
Competitive Intelligence
Competitive Intelligence
Dando continuidade à nova fase do blog, o papo hoje é Competitive Intelligence, ou, em bom português, Inteligência Competitiva.
Como acredito que estão percebendo, vou abordar diversos conceitos básicos primeiramente, para depois postar textos mais específicos, inovações na área e tudo mais.
Inteligência competitiva pode ser definida como um processo de coleta e análise de informações sobre as atividades e/ou comportamento dos concorrentes e principais tendências dos negócios, orientado sempre pelas metas da empresa. Mas “análise de informações” pode soar um pouco genérico para quem não está ambientado com o tema, informações a respeito do quê? Basicamente informações sobre as capacidades, vulnerabilidades, e intenções dos competidores.
Já deu para ver que tem tudo a ver com estratégia, não? E não precisa ser um grande estrategista para saber que é preciso conhecer bem seus oponentes para poder superá-los. Devido a essa natureza estratégica, a inteligência competitiva já se faz cada vez mais presente, quando da elaboração de planos estratégicos, planos de marketing, planos de vendas e principalmente planos de desenvolvimento de negócios. Assim, o crescimento de uma empresa de forma sustentável, passa cada vez mais pela análise do mercado de atuação, de seus concorrentes e acima de tudo de seus clientes e consumidores.
Sem informações sobre mercado, sobre seus concorrentes e sobre o próprio histórico, o risco da tomada de decisão por parte dos dirigente da empresa é muito maior.
E o que são riscos? Gosto de definir risco como um potencial problema.
Que riscos são esses? Riscos como risco da empresa perder vendas, perder mercado, perder rentabilidade entre outros.
Vale lembrar que hoje, com um mercado globalizado, os concorrentes não estão necessariamente perto, geograficamente falando. Podem estar em qualquer canto do mundo e mesmo assim influenciando você e suas decisões.
Aqui já dá para perceber o que falei no post anterior, sobre o valor da informação nas corporações e a necessidade de analisá-las e torná-las conhecimento (olha o BI aparecendo aqui).
Aos poucos vou mostrando como estes principais conceitos se correlacionam.
Business Intelligence
Começando essa nova fase do blog, vou falar um pouco de um assunto que eu gosto bastante: Business Intelligence ou, em bom português, inteligência de negócios.
Até um passado recente, o maior bem de uma empresa era o seu estoque. Esta visão é algo defasado, hoje, até mesmo devido ao modo on demand de se pensar, os estoques acabaram diminuindo e até desaparecendo. Hoje, o bem mais importante de uma organização é a informação.
Ótimo. Temos terabytes e mais terabytes de dados armazenados em bases de dados, planilhas, documentos de texto e em outras diversas formas de dados estruturados e não estruturados. O que fazemos com esse monte de dados?
Aliás, antes é necessário deixar claro o que é dado, o que é informação e o que é conhecimento.
Dados são passíveis de uma real definição, ou seja, não dependem de uma semântica ou de uma interpretação. São quantificáveis.
Já a informação e o conhecimento dependem de um agente interpretante para se constituírem, guardando as devidas proporções entre elas.
Resumindo:
Dados são quantificáveis.
Informação associa–se à semântica.
Conhecimento à interpretação.
Um bom e simples exemplo é:
Temos o seguinte dado: 30/01
É uma data, não precisamos de contexto para entender que isto é uma data.
João nasceu em 30/01. Agora há uma semântica. Agora, 30/01 não é mais apenas um dado, mas uma informação.
Hoje é 30/01, então hoje é aniversário de João. Agora estamos qualificando a data, estamos interpretando a data 30/01 e classificando João como aniversariante, agora temos conhecimento.
Voltemos para a empresa com montes de dados armazenados. Dados de clientes, de seus hábitos de compras, informações pessoais, reclamações e qualquer outra característica que uma empresa possa levantar sobre seus clientes.
Todos esses dados são extraídos, transformados, limpos e armazenados em bases de dados de forma classificada e ordenada (não é tão simples quanto parece, mas isso ainda será abordado num post futuro), para que as corporações possam utilizar de indicadores precisos no apoio à decisão.
Resumo da ópera: BI é, por excelência, a transformação de informação em conhecimento com o objetivo de dar apoio à tomada de decisão!
Isso permite que se trace uma estratégia para determinado setor de uma empresa, focar uma ação de marketing ou ainda ajudar a redefinir processos corporativos. As aplicações são inúmeras!
É a tecnologia ajudando as corporações a melhorarem seu desempenho!
Esse conceito pode parecer estar um pouco solto no espaço, mas aos poucos irei abordando temas que se relacionam diretamente com o BI, tais como Balanced Scorecard, Customer Relationship Management, Competitive Intelligence, Knowledge Management, entre outros.
Por hora é só.
Até a próxima!
Voltando das Férias
Voltando das férias!
Já era tempo! Estou cheio de projetos para por em prática em 2009!
Pretendo mudar um pouco o foco dos posts do blog. Terá um foco mais voltado para Tecnologia da Informação de fato, assuntos como getão de TI, business intelligence, inteligência competitiva entre outros assunto correlatos.
De vez em quando postarei algo sobre música ou dicas de sites úteis/legais para dar uma descontraída. =)
Por hora é só!
Até breve!


